A Mutilação Genital Feminina (MGF) é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e pela UNICEF, entre outras agências internacionais, como todos os procedimentos que envolvam a remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos da mulher ou que provoquem lesões nos mesmos por razões não médicas, sendo considerada uma prática tradicional nefasta.

A classificação mais recente, de 2008, que reuniu 10 agências internacionais, divide a MGF em quatro tipos:

Tipo I: remoção parcial ou total do clítoris;

Tipo II: remoção parcial ou total do clítoris e dos pequenos lábios, podendo haver um corte dos grandes lábios (também chamado ‘excisão’);

Tipo III: estreitamento do orifício vaginal com uma membrana selante, pelo corte e suturação dos pequenos e/ou grandes lábios, com ou sem excisão do clítoris (também chamado ‘infibulação);

Tipo IV: outras intervenções sobre os órgãos genitais femininos por razões não médicas, por exemplo, práticas como punção/picar, a perfuração, a escarificação (cicatrizes) ou a cauterização (queimaduras), incisão ou cortes, estiramento/alongamento dos lábios vaginais e introdução de substâncias nocivas na vagina (Declaração conjunta da OMS).

A MGF pode ter lugar desde o nascimento até ao casamento e pós-parto, variando conforme as comunidades/contexto sociocultural em que é realizada.

Estimando-se que entre 100 a 140 milhões de meninas, raparigas e mulheres tenham já sido submetidas a um ou mais tipos de MGF.

As novas dinâmicas populacionais trouxeram a incidência de MGF a países onde tradicionalmente esta não era praticada, entre os quais Portugal.

 


MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA

Colaborar ativamente na prevenção e eliminação da mutilação genital feminina

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Conheça aqui o relatório final do estudo “Mutilação Genital Feminina:prevalências, dinâmicas socioculturais e recomendações para a sua eliminação”.

Este relatório resulta do primeiro estudo epidemiológico sobre a prevalência daMutilação Genital Feminina em Portugal. Promovido pela CIG e pela Fundação paraa Ciência e Tecnologia e realizado pelo CESNOVA/CICS.NOVA da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


Para ler ou descarregar o estudo clique na imagem.

 

Campanha: «Direito a Viver sem Mutilação Genital Feminina»



«Direito a Viver sem Mutilação Genital Feminina» foi o mote da campanha lançada a 20 de julho de 2016, em Lisboa e que decorreu nos aeroportos nacionais.

O objetivo desta iniciativa era prestar informação sobre as consequências e os riscos da Mutilação Genital Feminina (MGF).

A campanha foi uma iniciativa conjunta do Governo, em parceria com várias entidades públicas e privadas, designadamente com a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e enquadra-se no III Programa de Ação para Prevenção e Eliminação da Mutilação Genital Feminina 2014-2017, coordenado pela CIG.